Consulesa da França: “Para eles, talvez nós é que sejamos terroristas”

Mea culpa,

Luíz Müller Blog

Consulesa
Alexandra Baldeh Loras,  37, francesa de origem muçulmana e judaica, vive no Brasil há dois anos como consulesa do país em São Paulo. Ela deu o seguinte depoimento à Folha:

“Após os ataques, tenho escutado: “Temos que matar esses terroristas”. Vamos matar como eles mataram? É essa a solução? Sou contra a pena de morte. Gostaria de conhecer as reivindicações deles. Por que se tornaram loucos assim? Por que caíram no extremismo?

Para eles, talvez nós é que sejamos terroristas. Quantas atrocidades foram cometidas nas ex-colônias? Pegaram argelinos, marroquinos, senegaleses para lutar pela França e defendê-la para ser um país livre.

Aprendi na escola que eram voluntários. Hoje, documentários mostram que não tiveram escolha, as famílias eram ameaçadas. Há um lado da história da França muito obscuro, que ela não quer assumir.

A pátria mãe francesa parece ter esquecido os 400 anos de escravidão e 300 de colonização. A França…

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