Ser ou não ser (Charlie)

Žižek: Pensar o atentado ao Charlie Hebdo

“quem somos nós ocidentais, que cometemos massacres terríveis no terceiro mundo, para condenar atos como estes?”

Blog da Boitempo

15.12.01_Osvaldo Coggiola_Ser ou não ser Charlie[Painéis eletrônicos perto do La Defense, em Paris, com o slogan “Je suis Charlie”]

Por Osvaldo Coggiola.

Em 1998, Zinedine Zidane conduzia a seleção francesa de futebol à sua primeira conquista da Copa do Mundo, em Paris. O craque francês de origem argelina integrava um time histórico (também venceu a Eurocopa de 2000) com Didier Deschamps, Emmanuel Petit (nomes mais franceses, impossível), o ghanês Odenkey Addy Abbey (mais conhecido como Marcel Desailly), Lilian Thuram, também de origem africana subsaariana, Robert Pirès (que, se tivesse nascido no país que seus pais abandonaram a procura de trabalho, teria se chamado simplesmente Roberto Pires, e envergado a casaca cor de vinho também usada por Cristiano Ronaldo). A França e o mundo celebraram, na maior conquista esportiva de sua história, a vitória definitiva, no país do hexágono, de uma sociedade multiétnica e multicultural reconciliada consigo própria. O estraga-prazeres que ousou apontar que o…

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